Beleza não pode ser sinônimo de obsessão
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Beleza não pode ser sinônimo de obsessão

Nós mulheres quase nunca estamos satisfeitas como nosso corpo, com nossa aparência física sempre haverá aquela parte que achamos feia ou desproporcional e se você perguntar a qualquer mulher, até as mais belas consideradas pela sociedade, elas também terão algo a esconder, afinal meninas, não existe o perfeito, ainda mais quando tratamos do corpo.
Segundo alguns pesquisadores, achar que existe algo estranho ou errado com nosso corpo é considerado normal e atinge 90% da população, agora merece uma atenção especial quando criamos uma ideia fixa sobre nossas imperfeições ao ponto de não sairmos de casa receando que outros vejam aquilo que julgamos ser um defeito. Pois saiba que se trata de um transtorno pouco debatido e conhecido e que atinge 2% da população a chamada Dismorfofobia, também conhecida como Transtorno Dismórfico Corporal (TDC). Trata-se de um transtorno psiquiátrico que tem como foco a preocupação desmedida com o corpo, e um dos maiores exemplos dessa doença foi o cantor Michael Jackson, que se submeteu a mudanças radicais durante sua vida, a pessoa que sofre desse mal concentra totalmente sua atenção nas imperfeições que julga ter, sejam reais ou imaginárias e são essas que buscam nas cirurgias plásticas a cura para as imperfeições, de 60% a 90% das mulheres não se dão por satisfeitas, mesmo quando obtido o resultado da cirurgia, quando satisfeitas tendem a criar uma obsessão numa outra parte do corpo, se antes achavam a boca feia, uma vez corrigida a suposta imperfeição, percebem que o nariz é desproporcional e que não deve permanecer assim, corrigido o nariz focam nas orelhas, é o que ocorre com a maioria.
Não é uma doença fácil de ser percebida, pode enganar até mesmo os profissionais mais competentes, o que leva a identificar esse transtorno é a conversa que o paciente tem com os cirurgiões, se já tiver passado por várias cirurgias reparadoras, ou não apresentar medo em relação à cirurgia, não prestar atenção aos riscos e insistir na perfeição, não temer a morte preferindo-a a permanecer da forma como está é o sinal mais claro, alertam alguns especialistas.
As pessoas que sofrem com a Dismorfofobia , são extremamente infelizes, e precisam ser auxiliadas, pois paralisam suas vidas em função da estética, se você conhece alguém que tenha essas características aconselhe a procurar um psiquiatra antes de se submeter as cirurgias estéticas, sabe-se que para esse transtorno não existe cura, mas pode ser facilmente controlada com antidepressivos e terapias.
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