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Adoção quando contar

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Adoção quando contar

A adoção é uma decisão muito importante que envolve a muitas pessoas, porém quando bem orientada, planejada e desejada, torna-se motivo de muita alegria tanto para o casal que por diversos motivos não podem gerar filhos biológicos, tanto para as crianças que se encontram em abrigos, necessitando serem amadas e criadas dentro de uma família.
Junto à convivência os vínculos de amor e afeto vão se fortalecendo, porém passado a expectativa da adoção e a adaptação da criança em um novo ambiente, muitas dúvidas e incertezas, assim como muitos mitos podem começar a rondar a cabeça dos pais adotivos, os colocando em situações bem delicadas, como a difícil questão de contar ou não a criança que está é adotada.
Talvez essa seja a questão mais difícil a ser discutida, pois além da dúvida de contar ou não, outras também surgem como quando e como contar e diante dessas situações, muitos pais acabam por optar em não contar.
Segundo os terapeutas e psicólogos, esse medo que os pais enfrentam em revelar a verdade para a criança é até certo ponto justificável, pois muitos se sentem temerosos e inseguros, com medo de ser rejeitados e abandonados pelos filhos adotivos que queiram procurar seus verdadeiros genitores. Outro sentimento muito comum entre os pais adotivos é querer a todo custo poupar a criança da sua verdadeira história, muitas vezes de rejeição e abandono por parte dos seus pais biológicos.
Importante ressaltar que embora a questão de não contar a criança sobre a adoção seja justificável, os psicólogos são categóricos ao afirmar que a criança tem direito de saber que foi adotado e adiar essa conversa somente acarretará maiores sofrimentos e aflições, lembrando que a criança ainda pode descobrir a verdade através de outras pessoas, gerando nela sentimentos negativos em relação à adoção, perdendo a confiança nos pais, sentindo-se traída. Por isso a criança tem por direito saber de sua verdadeira história, alguns profissionais recomendam contar a verdade a criança ainda pequena até os cinco anos de idade, para que possa ir se acostumando com o conceito de que não nasceu da barriga da mamãe, porém outros já recomendam contar sobre a doação quando a criança estiver maior, pois alegam que pela pouca idade uma informação assim pode vir a confundi-los, porém todos afirmam que é preciso contar e nunca esconder a adoção.
Recomenda-se então a contar a partir do momento em que a criança já consiga entender sua condição de filho, para que as dúvidas possam ser sanadas, pois quando muito pequenas elas não se interessam e até mesmo não entendem o significado da adoção.
Porém, desde pequena acostume a criança com expressões que a façam entender e aceitar que algumas crianças são filhos do coração e outros filhos de barriga, um fato que acontece com muitas pessoas no mundo todo, porém que o amor que sentem é enorme em qualquer dos dois casos. Use sempre falas carregadas de ternura, sempre os associando a sentimentos positivos em relação à adoção.
As crianças podem reagir à informação das mais variadas maneiras, algumas podem desenvolver problemas emocionais e comportamentais, mesmo assim é muito importante que os pais ao contarem sobre a adoção falem com franqueza, de modo natural, apresentando a situação como algo muito favorável e positivo na vida de todos, sobretudo demonstrando o amor que sentem por ela.
Contar a verdade sobre a adoção é fundamental, é demonstrar respeito à pessoa que você escolheu para fazer parte da sua vida e da sua família, é um compromisso para quem escolheu amar intensamente.
Vale ressaltar que contar a verdade para uma criança e fazê-la aceitar e entender é bem mais fácil e bem menos traumático do que para um adolescente, principalmente se estão revoltados ou impacientes. Esperar até adolescência é arriscar-se num jogo bastante perigoso, pois se corre o risco de não aceitarem ou não entenderem a adoção, tornando-se um processo doloroso para ambas as partes. Segundo os psicólogos quando a revelação ocorre de forma tardia, muitos se sentem traídos e passam a sentir vergonha da sua condição de adotado, pois se adoção é uma coisa boa como você tenta colocar para eles, porque então demorou tanto tempo para contar? Nos processos de adoção, contar e recontar é a primeira regra de ética.
Mesmo que a história da criança seja triste, responda a tudo que ela quiser saber, não omita e nem esconda nada, pois cada pai ama seu filho de forma suficiente para contar a verdade sem acarretar traumas ou sofrimentos.
Lembre-se, é importante que a criança sinta todo o seu amor e a alegria que sua vinda proporcionou a sua vida e a sua família e que entenda que nos processos de adoção o resultado é sempre positivo para os dois lados.

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